Aos 29
Há um peso nesse número. Número forte, que anda me dizendo coisas...
Um ano sem beira, ano de decisões, ano cá ou lá, frio ou quente, ano de tomar decisões importantes, ano meu, agarra-lo com toda minha força.
Ano do retorno e muitos encontros distantes têm acontecido.
Fiz escolhas – maduras e imaturas – mas sinto que preservei o que tenho de mim. Quantas viagens àquela ilha, de onde me via de longe, me buscava, retornando pro lado de cá... Não quero mais essa possibilidade de fuga ou encontro de mim. Encontro-me!
Os amigos que ficaram, ficarão. Os antigos permanecem porque ainda me dizem, me encantam, me cativam. Os novos têm tido uma importância fundamental nesses tempos mais solitários e me engrandecem com o carinho e a infinitude do termo “amigo” passando-o à prática.
A família sempre junto nos momentos marcantes da minha vida; com alguns o diálogo fica próximo através da música, com outros através dos ideais, com todos através do respeito e do amor.
Trabalho: meu prazer diário! Me orgulho do caminho que trilhei e de onde estou hoje. Quero mais! Muito mais! Tenho mais pra dar...
Aos 29 sinto prazer em ser quem sou, pelo que construí sobre mim, pelo que sei sobre mim, pela força que tenho, pelas conquistas sempre éticas e com garra.
Aos 29 não quero presentes, quero agradecer pelo que sou, pelo caminho que trilhei e pelos que fizeram parte disso.
Escrito por Kaká às 11h33
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Ano Novo, vida quase nova!
E novamente eu não fiz promessas nem pedidos. Amuletos, orações, pular onda? Não! Só fiz questão de garantir a calcinha vermelha, afinal, não me custou nada, já havia sido usada por mim.
Não esperava nada de novo apesar dos apelos mundiais. Meus pensamentos eram de continuar a velha terapia e através desse descobrimento ir mudando minha vida conforme meus investimentos. Quem disse que precisa mudar o ano para recomeçarmos ou começarmos algo?
Parei para pensar neste ano por que as pessoas dizem: “Ano novo, vida nova!”. Não queria que minha vida fosse nova, totalmente nova; queria que algumas coisas mudassem, mas que outras se mantivessem, por isso adotei: “Ano novo, vida quase nova!”.
Comecei a perceber, logo após a meia-noite, que estava aprendendo coisas novas, e mais que isso, mudava meu jeito de encarar algumas coisas.
Mudei meu conceito quanto à revolução, deixei-o mais democrático... Faça a revolução da forma que puder, não da forma que eu quero. Cada um faz a seu modo, nas suas possibilidades e nos seus tempos a exigência de novas regras, de um novo mundo. O que se manteve? A vontade de fazer a revolução, a minha companheira indignação.
Conheci alguém que me disse sobre mim, as coisas mais obscuras sobre mim em instantes. Vi que há possibilidades de conhecermos pessoas interessantes, interessadas, humanas e engraçadas. Achei que isso quase já não era mais possível. O que se manteve? A crença no outro, a minha disponibilidade, porém mais resguardada.
Resgatei a garota marota quando corri atrás do táxi, de salto, feliz por simplesmente estar inteira naquele momento, protegida pela ironia. E decidi fazer a jornada amparada pela coragem e pelo encontro. O que se manteve? A esperança de que é possível ser adorada quando sou eu mesma.
Senti meu coração pulsar mais forte, o frio na barriga, o gozar na alma, a calma e o silêncio... Há quanto tempo não sentia isso? Há quanto tempo não me permitia sentir isso? O que se manteve? A paixão pela vida, essa quase nova!
Escrito por Kaká às 20h14
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