Hoje estava lendo as primeiras páginas deste blog e pensei que mudei bastante...
Mas mudei o que? Para que? Para quem?
Acho que cresci, que amadureci, a duras custas, mas é isso!
Fico pensando hoje que mudanças exigem esforços e muita dor, para mim. Descobri que preciso ir ao fundo do poço para ressurgir das trevas, mas sem esquecer da flor atrás da orelha, para dar um colorido...
Descobri que posso ser de todas as cores, que posso ser eu e agüentar isso: “cada um sabe a dor e a beleza de ser o que é”!
Descobri que sou uma mulher, e curiosamente isto aconteceu, quando me deparei com adolescentes. As coisas definitivamente não acontecem por acaso... Ainda mais quando estamos em perfeita sintonia conosco.
Também descobri que não sou tão madura assim, pois não consegui sair de casa; ainda... Mas percebi que as coisas têm seus tempos e que elas acontecem!
Sei que posso sair sozinha, e me achar em boa companhia: beber cerveja, fumar, ouvir samba e até levantar e dar uma sambadinha.
Posso gostar de alguém, e posso dizer que gosto, que sinto falta, que tenho saudade, sem que isso se torne uma briga, como era de costume.
Descobri que as pessoas podem não gostar de mim e isso ser OK. Posso ser chata mesmo e ser ranzinza, mas posso agüentar as conseqüências disso também.
Descobri que posso ser dura e posso agüentar que sejam duros comigo, mas também posso dizer quando isto for demais.
Sei ou sempre soube que sou acolhedora, e que agora posso ser acolhida: isso não me faz menor...
Tenho descoberto pessoas, relações duradouras com afeto ou sem, relações estranhas e ótimas... relações humanas.
Descobri que posso ser eu, com um exercício contínuo de não ser extremos, tentando chegar nas entrelinhas, nas intuições, no menor gesto e no mais alto grito, mas ser eu.
Tive certeza da minha sempre consciência de que sinto falta da minha família: primos principalmente!
Descobri que quero mais, sempre mais dessa vida: amores, decepções, alegrias, saudades, anseios e questionamentos, cuidar e ser cuidada, ouvir e ser ouvida, procurar, descobrir, achar e pegar pra mim, doendo ou não, pois sempre valerá a pena... se não for agora, será algum dia!
Escrito por LUA às 18h05
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